Estudantes Brasileiros




SEDES DONDE SE PUEDE RENDIR EL C.E.L.U. EN BRASIL

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Rio de Janeiro
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ENCICLOPÉDIA DAS LÍNGUAS NO BRASIL

Portunhol

O termo portunhol designa uma mistura das línguas portuguesa e espanhola, principalmente na América. No entanto, ele se refere a duas situações lingüísticas diferentes. Se considerarmos a situação de contato contínuo e direto existente entre os
habitantes das fronteiras do Brasil com os demais países sul-americanos, o portunhol é o resultado da mistura das línguas. É praticado por esses habitantes como uma língua intermediária, de comunicação imediata. No entanto, este termo também tem sido utilizado para referir o processo de Interlíngua dos aprendizes da língua espanhola como língua estrangeira, sobretudo dos brasileiros. Esta designação do Portunhol serve para definir a situação intermediária da aquisição de uma das línguas, quando os falantes não falam ainda nem bem uma, nem bem outra língua.

http://www.labeurb.unicamp.br/elb/americanas/portunhol.html

 

 

Por que os brasileiros devem aprender espanhol?

João Sedycias (UFPE)

Dez razões por que os brasileiros devem aprender espanhol:

Antes  de enumerar as muitas razões por que os brasileiros devem aprender espanhol, gostaria de tecer algumas considerações sobre duas premissas básicas que são raramente mencionadas (talvez por serem óbvias e por geralmente enfocarmos a presente questão do ponto de vista das particularidades do idioma em questão) quando discutimos a importância, para o indivíduo, em aprender alguma língua estrangeira específica. As premissas descritas abaixo remetem ao ponto de vista do aluno (e por esta razão são chamadas neste artigo de “premissas internas”), cuja vida pessoal  e profissional geralmente é afetada de forma positiva e permanente com o aprendizado de uma língua estrangeira:

A.     Enriquecimento profissional. A maioria das pessoas adultas que começam a aprender uma língua estrangeira geralmente tem como objetivo principal ampliar os seus horizontes profissionais.
Esses indivíduos chegam à escola de línguas perfeitamente cientes de que a aprendizagem de um segundo idioma vai enriquecer o processo de aperfeiçoamento profissional deles e pode até chegar a contribuir para a qualificação ou capacitação dos mesmos nas suas respectivas carreiras. O conhecimento de uma língua estrangeira pode fazer uma diferença decisiva na hora da contratação ou, mais tarde, no momento de disputar uma promoção dentro de uma empresa. Portanto, a conexão entre o domínio de um idioma estrangeiro e o avanço na carreira profissional se torna cada vez mais tangível e óbvia com a crescente
globalização da economia mundial.

B.     Enriquecimento pessoal. A maioria dos alunos de língua estrangeira termina tendo sua vida intelectual, acadêmica e pessoal enriquecida de uma forma ou de outra com o aprendizado de um segundo idioma. Isso acontece mesmo com estudantes bastantes jovens, que podem até nem gostar de assistir às aulas, preferindo passar seu tempo livre em outras atividades. Só no futuro esses jovens compreenderão realmente o valor de poder
ver o mundo por um prisma lingüístico diferente daquele de sua língua nativa.
Além de um universo completamente novo em termos de literatura, filosofia, istoriografia, folclore, música, filme, cultura popular, etc. que vai se abrir com cada idioma novo que aprendermos, não devemos esquecer uma das verdade mais simples sobre as línguas estrangeiras: quando estudamos um segundo idioma, não aprendemos apenas a descrever a nossa realidade convencional com sons novos e exóticos; aprendemos também a criar uma realidade completamente nova. Por isso, a título de exemplo, podemos dizer que o mesmo copo que cai acidentalmente das nossas mãos adquire, quase de forma mágica, duas dimensões ontológicas, duas  realidades distintas, em espanhol e inglês. A afirmação em inglês “I dropped the glass” (eu deixei o copo cair) oferece uma visão do mundo, uma construção da realidade, muito diferente da versão em espanhol “se me cayó el vaso” (o copo caiu, acidentalmente ou devido a ação de uma terceira entidade não identificada,
da minha mão e isso me afetou, i.e., eu sofri as conseqüências dessa ação).

Tentei mostrar acima que o aprendizado de uma língua estrangeira pode ter onseqüências
muito positivas no desenvolvimento profissional e na vida pessoal de um indivíduo (premissas internas). A seguir, com referência específica ao espanhol, gostaria de oferecer dez razões por que os brasileiros devem aprender esta língua (premissas externas, i.e., razões que remetem, não ao ponto de vista do aluno, mas às particularidades da língua
estrangeira em questão):

As dez razões:

1.       Língua mundial. O espanhol é umas das mais importantes línguas mundiais da atualidade. É a segunda língua nativa mais falada do mundo. Mais de 332 milhões de pessoas falam espanhol como primeira língua. Perde em número de falantes nativos apenas para o chinês (mandarim), cuja projeção internacional, entretanto, não pode ser
comparada com uma língua “mundial” como o inglês, espanhol ou francês. Uma
curiosidade: há mais falantes de espanhol como língua nativa do que de inglês, que conta apenas com 322 milhões de falantes nativos.

2.       Língua oficial de muitos países. O espanhol é a língua oficial de 21 países.

3.       Importância internacional. O espanhol é, depois do inglês, a segunda língua mundial como veículo de comunicação internacional, especialmente no comércio, e a terceira língua internacional de política, diplomacia, economia e cultura, depois do inglês e do francês.

4.       Muito popular como segunda língua. Aproximadamente 100 milhões de pessoas falam espanhol como segunda língua. Nos Estados Unidos e Canadá, o espanhol é a língua estrangeira mais popular e portanto a mais ensinada nas universidades e nas escolas primárias e secundárias.

5.       O Mercosul. Pela primeira vez na sua história, a América Latina está não somente vivenciando um dos mais altos graus de crescimento econômico, tecnológico e industrial como celebra também o primeiro acordo comercial de âmbito continental. O Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai acabam de assinar um acordo histórico, que efetivamente transforma esses quatro países em uma única zona comercial e econômica. O espanhol é a língua oficial de três desses países e desempenhará um papel de suma importância para qualquer indivíduo ou companhia que queira ter acesso ao maior mercado da América do Sul. Se quisermos comprar algo dos nossos vizinhos sul-americanos, poderemos certamente usar o português. Porém, se quisermos que eles comprem os nossos produtos, teremos que falar a língua deles (o espanhol).

6.       Língua dos nossos vizinhos. Todos os países que fazem fronteira com o Brasil têm o espanhol como língua oficial, com a exceção apenas da Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Isso é importante não somente do ponto de vista econômico e comercial (e.g., Mercosul) como também cultural e até pessoal, já que compartilhamos culturas muito similares. Afinal de contas, somos todos latinos, íbero-americanos e produtos de culturas cujo Weltanschauungifere em muito pouco. Mesmo se não tivéssemos tanto em comum lingüística e culturalmente com os nossos irmãos hispano-americanos, o simples fato de países tais como o Chile e a Colômbia terem na sua literatura alguns dos melhores escritores que o mundo já produziu, muitos deles ganhadores do Prêmio Nobel de literatura – tais como Gabriela Mistral, Pablo Neruda e Gabriel García Márquez, entre outros – já seria motivo suficiente para termos interesse em aprender a língua em que suas obras foram escritas. O fato de sermos vizinhos é mais um motivo para aprendermos sua
língua e nos familiarizarmos com sua cultura.

7.       Viagens para Espanha ou Hispano-América. Um conhecimento razoável de espanhol fará uma grande diferença em qualquer viagem que um brasileiro faça a um país de língua espanhola. Poderemos aproveitar mais do país que visitarmos e teremos mais oportunidades de estabelecer amizades ou mesmo relações mais formais (intercâmbios econômicos, acadêmicos, científicos, etc.) se pudermos nos comunicar na língua dos nossos anfitriões. Jamais devemos pensar que, simplesmente porque sabemos português, podemos compreender espanhol sem maiores problemas. Se isso fosse verdade, as seguintes frases seriam perfeitamente compreensíveis para a grande maioria dos
brasileiros:

¿Tiene Ud. tijeras para zurdo?

  • ¡Mira, qué bonitos son los cachorros del oso!
  • A mí no me gusta el berro. Prefiero la lechuga o el perejil.
  • La maja azafata me enseñó la butaca morada en el escaparate.
  • Este zagal es el chirote recazo quien arrestó el presunto asesino.
  • El profesor no tiene ropa y necesita un saco nuevo para ir a la fiesta.
  • La chaparrita que lleva la zamarra garza vive en una chabola cerca del malecón.
  • Me acordé que tengo que cortar la tela para hacer americanas para los mellizos.
  • ¡Qué absurdo! Llamaron al pobre chamaco de “archiganzúa,” “faltrero” y “rapante.”

8.       Importância nos EUA. Nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo, aproximadamente 13% da população fala espanhol como primeira língua. Esse grande número de falantes de espanhol representa um gigantesco mercado de consumidores, com um poder aquisitivo de mais de 220 bilhões de dólares, algo que as grandes companhias de marketing dos Estados Unidos já se deram conta há algum tempo. Isso explica o fato de vermos regularmente na mídia norte-americana comerciais direcionados especificamente
para esse segmento da população. Se nós brasileiros quisermos participar desse enorme mercado, colocando nele produtos oriundos do Brasil, teremos não somente que ter algum conhecimento de inglês mas também um bom comando de espanhol.

9.       O português e o espanhol são línguas irmãs. Pelo fato de se derivarem da mesma língua, o latim vulgar, o português e o espanhol têm muito em comum, muito mais do que, por exemplo, o português e o inglês. Essa familiaridade ajuda muito na aprendizagem do espanhol por parte dos falantes do português brasileiro. Em realidade, é mais fácil para um brasileiro aprender espanhol do que um falante de espanhol aprender português. Isso é, em parte, devido ao fato de o português, por um lado, ter mais sons vocálicos (12) do que o espanhol (apenas 5) e, por outro, na sua evolução lingüística ter eliminado certos sons consonantais que ainda figuram no espanhol. Exemplos desses sons são o “n” e o “l” intervocálicos em palavras como “cor” e “ter” (“color” e “tener”
respectivamente em espanhol).Com respeito às vogais, existe no inventário fonológico do português sons que não figuram no espanhol e que, por conseguinte, torna a sua compreensão mais difícil para uma pessoa de língua espanhola. Além dos sons vocálicos nasais, que não existem no espanhol, o português tem variações dos fonemas /o/ e /e/ que
apresentam problemas especiais para o hispano-falante. Via de regra, este último
não compreenderia, por exemplo, a diferença sutil entre as palavras “avô” e “avó,” “seu” e “céu,” ou “meu” e “mel.”Com respeito aos sons consonontais eliminados na evolução do português, mesmo um brasileiro com pouco conhecimento de espanhol poderá, sem muita dificuldade, deduzir que o termo castelhano “color” (relacionado ao vocábulo português
“colorir”) é apenas uma forma mais “longa,” talvez mais arcaica, da palavra portuguesa “cor.” Essa palavra em ambos idiomas se deriva do termo “colore” em latim. Eliminando o “l” da palavra espanhola “color,” que do ponto de vista do falante de português, neste ambiente fonético específico, não representa mais do que um som supérfluo, se chega ao termo correto no idioma lusitano. Usando a mesma analogia, o falante de português poderá chegar também ao significado correto da palavra espanhola “tener,” simplesmente eliminando o “n,” que há muito tempo deixou de figurar no vocábulo correspondente em português. Assim como o termo anterior, os verbos “tener” em espanhol e “ter” em português provêm da mesma palavra ancestral, o verbo “tenere” em latim. Fica claro, portanto, que o processo de eliminação de sons em certas palavras de uma dada língua para se chegar aos vocábulos equivalentes em outro idioma da mesma família é algo relativamente fácil. Porém, o contrário –i.e., para um hispano-falante “deduzir” que as palavras em português “ter” e “cor” significam, respectivamente, “tener” e “color” em espanhol – se torna mais difícil. Afinal, é pouco provável que o falante de espanhol saiba que fonema, ou combinação de fonemas, adicionar aos termos portugueses em questão para chegar às palavras corretas na sua língua mãe.

Essa “hierarquia de habilidades de compreensão” ilustra um aspecto básico da fonética
de muitas famílias lingüísticas. Sabemos que dentro de um mesmo grupo filológico, uma língua que tenha se desenvolvido mais e sofrido um maior número de transformações e, principalmente, reduções é sempre mais difícil de compreender do que uma que tenha permanecido fonologicamente mais próxima da origem. Daí a razão – do ponto de vista do aprendiz falante de português – de o espanhol e o italiano serem mais fáceis do que o francês. Daí, também, a razão de ser mais fácil para um brasileiro aprender espanhol do que um hispano-falante  aprender português.

1.            Beleza e romance. Embora (ainda) não haja provas concretas, todos sabemos que o espanhol faz bem à alma e ao coração, principalmente daqueles que estão apaixonados. O espanhol é uma das línguas mais bonitas, melodiosas e românticas que o mundo já teve a felicidade de ouvir. Além de suas óbvias qualidades intrínsecas, temos à nossa disposição em espanhol uma vasta e maravilhosa literatura – as obras do Siglo de Oro, por exemplo – sobre os assuntos mais variados, profundos e refinados do sentimento humano. Do lado de cá do Atlântico, temos os inesquecíveis boleros cubanos e mexicanos que nos fazem sonhar com um tempo mais romântico e bonito... Que outra língua, senão o
espanhol, poderia dizer “eu te amo” desta forma?: “Mujer, si puedes tú con Dios
hablar, pregúntale si yo alguna vez te he dejado de adorar.”

Fuente: (cita parcial del artículo)

http://www.cedu.ufal.br/professor/ga/curso/por_que_os_brasileiros_%20devem_aprender_espanhol.htm

Níveis de Ensino

O  Marco Comum Europeu de Referência estabelece um plano de ensino composto de 6 níveis: A1,A2, B1, B2, C1 e C2.

Usuário básico .

Nível A1 Acceso

Para o nível A1 não são exigidos conhecimentos prévios de espanhol.O aluno deste nível é capaz de compreender e utilizar expressões cotidianas de uso frequente assim como frases simples destinadas a satisfazer necessidades de tipo imediato. Pode se relacionar de forma básica sempre que seu interlocutor fale devagar e com claridade, e que esteja disposto
a cooperar.

Nível A2 Plataforma

O aluno deste nível é capaz de compreender frases e expressões de uso frequente relacionadas com áreas de experiência que são relevantes a ele (informação
básica sobre si mesmo e sua família, compras, lugares de interesse, etc.). Sabe
descrever com termos simples aspectos relacionados a seu passado e seu entorno,
assim como questões relacionadas com necessidades imediatas.

Usuário independente

Nível B1 Umbral

O aluno deste nível é capaz de compreender os pontos principais de textos claros sobre questões que tenha conhecimento, seja em situações de trabalho, estudo ou lazer. Sabe se
comunicar na maior parte das situações que possam surgir durante uma viagem a países ou locais que utilizem o idioma. É capaz de produzir textos simples e coerentes sobre temas que lhe são familiares ou que tenha interesse pessoal.
Pode descrever experiências, acontecimentos, desejos e justificar opiniões ou comentar planos.

Nível B2 Avanzado

O aluno deste nível é capaz de entender as ideias principais de textos complexos que ratem de temas concretos ou abstratos, inclusive se são de caráter técnico, sempre que estejam em seu campo de especialização. Pode se relacionar com falantes nativos com um grau suficiente de fluência e naturalidade de modo que a comunicação se realize sem esforço por parte de nenhum dos interlocutores.
Pode produzir textos claros e detalhados sobre temas diversos e defender um ponto de vista sobre aspectos gerais.

Usuário competente

Nível C1 Dominio

O aluno deste nível é capaz de compreender uma ampla variedade de textos extensos e com certo nível de exigência, assim como reconhecer sentidos implícitos. Se expresa de forma fluente e espontânea sem mostras muito evidentes de esforço para encontrar a expressão adequada. É capaz de utilizar o idioma de maneira flexível para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Pode produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas de certa complexidade, mostrando um uso correto dos mecanismos de organização,articulação e coesão textual.

Nivel C2 Maestría

O que é o nível C2?

O nível C2 é o nível de competência máximo em uma língua estrangeira. A descrição geral do nível C2 é a seguinte:

“O usuário de nível C2 é capaz de compreender com facilidade praticamente tudo que ouve ou lê. Sabe reconstruir a informação e os argumentos procedentes de diversas fontes (sejam na língua falada ou escrita) e apresentá-los de maneira coerente e resumida. Pode se expressar de maneira espontânea, com grande fluência e com um grau de precisão que lhe permite diferenciar pequenas diferenças de significado, inclusive em situações
de maior complexidade”.

 

 

 

 

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